domingo, 10 de julho de 2016

Identifique a Saúde Através do Cocô do Bebê


Quando grávida, a mulher possui um período de 9 meses para se preparar e tentar aprender sobre como será sua nova rotina após o parto. Mas uma coisa que nunca estão preparadas e dificilmente não ficarão em dúvida quando se deparar com a situação é em relação ao cocô do bebê. Infelizmente não existe um manual ou uma regra que defina um cocô normal de bebê. Pois tudo depende da idade, da forma que se alimenta e também do que se alimenta. Passarão também por transformações ao longo do primeiro ano de vida e poderá se apresentar de diversas formas, cores e aparência assim como a quantidade de vezes que ele sujará as fraldas.
Cocô de bebê 2O primeiro cocô normalmente assusta os pais, tem aspecto escuro, gelatinoso e esverdeado parecido com óleo de carro e é chamado demecônio. O mecônio é o resíduo de todo líquido que estava sendo ingerido nos últimos dias pelo bebê ainda dentro do útero, só aguardando o amadurecimento dos seus órgãos para poder expeli-los. Ele sai em torno de 3 a 4 dias após o nascimento até clarear devido a digestão com o leite materno.
Normalmente o cocô do bebê que se alimenta através do leite materno é amarelado ou esverdeado, sendo liquido com a presença de alguns gominhos. Não apresenta odor forte de fezes, e sim de cocô de bebê. O cheiro com o tempo será identificado facilmente, pelo seu cheiro bem característico.
Caso as fezes do bebê que amamenta no peito saiam por algum tempo muito esverdeado é sinal que não esta se alimentando de forma adequada. Após a saída do colostro na amamentação, o leite gorduroso e mais forte começa a sair, portanto é necessário que a mãe ofereça o peito ate que seja esvaziado antes de oferecer o outro. Quanto à quantidade de vezes que fazem cocô, normalmente os bebês que são amamentados através do leite materno costumam fazer após cada mamada, mas é considerado normal ficar sem fazer ate 3 dias.
Já o cocô de bebê que se alimenta através de fórmulas costuma se apresentar de forma pastosa e na cor marrom. Tem um cheiro mais forte do que as fezes do leite materno, e apresentam pequenos “grãozinhos” em sua consistência. Costumam fazer 1 única vez ao dia, podendo ficar ate 3 a 4 dias sem fazer, desde que não saia muito duro.
Ao iniciar o acompanhamento com o pediatra, será solicitada a inclusão de alguns suplementos para auxiliar a saúde do bebê, como é o caso de suplementação de ferro. Após a ingestão dessas vitaminas, os pais poderão se assustar ao se deparar com o cocô do bebê bem escuro, quase preto e com gominhos amarelados misturados a sua consistência.
Essa cor é resultado da ingestão do ferro e é totalmente normal. Mas caso seu bebê não esteja ingerindo essas vitaminas e mesmo assim o cocô esteja saindo com essa coloração e consistência, um médico deverá ser procurado. Muitas das vezes o cocô pode vir se apresentar mais escuro, devido à presença de sangue expelido junto às fezes.

Cocô do Bebê Após Inclusão de Novos Alimentos

Não se surpreenda caso encontrar pedaços de comida no meio das fezes, pois como o trânsito do intestino dos bebês ainda é muito rápido e fazem cocô diversas vezes, nem sempre é possível à digestão acontecer 100%. Saindo pedaços, caroços e algumas vezes ate as fezes cheirando ao alimento que ingeriu como é o caso do mamão e da beterraba que deixam o cheiro bem próprio.
Mas deve ficar o alerta, caso ocorra diariamente a presença de pedaços de alimentos nas fezes, isso pode ser sinal de que o intestino não esteja funcionando como deveria e o organismo não esteja absorvendo os nutrientes necessários, e pode causar ate mesmo uma anemia. Outra característica do cocô do bebê que pode vir a ocorrer é as fezes em forma de bolinhas. Costuma-se ocorrer devido a ressecamento e a prisão de ventre. Pode-se acontecer devido à ingestão de fórmulas ou da inclusão de novos alimentos, causando dor para fazer e em alguns casos até constar a presença de sangue. A prisão de ventre também é sinal de uma possível intolerância ao leite e suas substâncias, portanto um pediatra deve ser consultado para verificação.
A partir da inclusão de novos alimentos, os papais devem se acostumar principalmente seus estômagos que irão lidar com cocô de bebê cada vez mais parecido com o de adultos. Já que daqui alguns meses estarão se alimentando com a mesma comida oferecida para toda a família.

Pressão Alta na Gravidez – Como Controlar?

Durante todas as visitas de pré-natal, seu obstetra realizará a medição da sua pressão arterial e marcará em sua carteirinha fazendo o histórico da sua pressão. Esse procedimento será e deverá ser realizado para controle, pois caso constatada pressão alta na gravidez os cuidados deverão ser redobrados ate o momento do parto.
Quando a pressão ultrapassa de 140/90 mmhg, ainda mais se a mulher nunca sofreu de pressão alta o medico deverá ficar alerta e ter um melhor acompanhamento, principalmente se a mulher já esta no final do segundo trimestre. A pressão é medida de duas formas, a pressão sistólica e a diastólica. Durante a gravidez a pressão que será cuidadosamente vistoriada é a diastólica que é o número mais baixo da pressão. Se acaso a pressão estiver alta por mais de 2 vezes na mesma semana, os cuidados deverão ser redobrados. A preocupação sobre a pressão alta na gravidez é devido a um problema muito grave que pode causar sérios danos, senão fatais à gestante e ao seu bebê. Esse problema chama-se pré-eclâmpsia e faz com que a proteína do corpo seja eliminada através da urina.
O exame que diagnosticará a pré-eclâmpsia é o exame de urina, que seu obstetra deverá solicitar assim que levantada a suspeita. Será confirmado caso seja encontrado proteína na amostra de urina e tuas visitas ao médico deverão aumentar para um controle mais rigoroso da pressão arterial fora exames mais frequentes para acompanhamento também. É natural mulheres que estão sofrendo de pressão alta na gravidez, se queixarem de dores fortes na cabeça e nuca, visão turva com pontos brilhantes e o inchaço por todo corpo, principalmente pernas e pés.

O que Fazer para Controlar a Pressão Alta na Gravidez?

Seu médico indicará uma dieta balanceada longe de comidas salgadas e temperos fortes, o aconselhado são alimentos ricos em acido fólico que auxiliam o trabalho dos vasos dilatadores, além da melhora na alimentação é essencial a ingestão de muito líquido. Claro que não será o suficiente para reduzir a pressão alta na gravidez, mas auxiliará o controle dela, já que o sal é um dos principais responsáveis pelo aumento de pressão em qualquer fase da vida.
Uma dieta mais saudável auxiliará no controle da pressão
Uma dieta mais saudável auxiliará no controle da pressão
É recomendado o repouso absoluto e evitar ao máximo preocupações e stress que fazem com que a pressão aumente ainda mais. Caso todas as instruções do medico não resultem na baixa e controle da pressão alta, ele poderá recomendar a utilização de medicamentos anti-hipertensivos. Mulheres já hipertensas antes da gravidez tendem a ter uma piora drástica durante a gravidez e devem ter um acompanhamento ainda mais rigoroso não só do obstetra como de seu cardiologista. O controle do ganho de peso e da alimentação deverá ser ainda mais rígido, e muitas das vezes o medicamento já tomado deverá ser trocado para um que não traga prejuízos para a gravidez.
Normalmente, mulheres que resolvem engravidar tardiamente são fortes alvos da pressão alta na gravidez. A maioria delas tem uma vida agitada e estressada da rotina do trabalho, por esse motivo também esperam tanto tempo para tomar a decisão de engravidar, aguardando sua estabilidade profissional. Cerca de 14% das mulheres a partir de 40 anos apresentam pressão alta durante a gravidez, por isso considerada uma gestação mais delicada pelos médicos.
Quando a pressão alta não consegue ser controlada e reduzida através da alimentação e dos medicamentos, o parto deverá ser antecipado o quanto antes, pois devido à alta de pressão bebê e mamãe correm sérios riscos de morte. Inclusive 75% dos óbitos devido à pressão arterial elevada, ocorrem devido à pré-eclâmpsia. Portanto deve ser cuidado com muita atenção e responsabilidade não só pela parte medica e sim pela mamãe que terá que se conscientizar com a real situação.

sábado, 9 de julho de 2016

Exames Pré-Natal – Qual a Importância Deles?

Nós dias de hoje ainda nos deparamos com mulheres que acreditam que exames pré-natal não tem necessidade alguma além de não realizar também as consultas de pré-natal, e isso acaba sendo um pouco assustador para nós mamães que temos real consciência da importância desse acompanhamento durante a gestação.
Exames pré-natal são essenciais para saber tanto sobre a saúde da mamãe que esta gerando uma nova vida, como do bebê e dessa forma garantir não só uma gravidez tranquila mas um parto sem intercorrências . Na primeira consulta após descobrir que esta grávida, o ginecologista irá solicitar os primeiros exames pré-natal que estará incluso exames de sangue e urina, primeiramente para confirmar a gestação através da quantidade de beta HCG no sangue e pelo valor informado no resultado, terão uma estimativa do tempo de gestação que deverá ser confirmado nos demais exames, obviamente junto da informação dada pela mamãe da data da ultima menstruação.
A maior parte dos exames pré-natal solicitados é realizada através de coleta do sangue da gestante e são avaliados os principais fatores para uma gestação e desenvolvimento do bebê mais saudável. Caso encontrado algum fator fora da normalidade, o obstetra entrará com o tratamento adequado para normalizar a situação ou pelo menos controla-la ate o nascimento do bebê.
Exames Básicos de Pré-natal
Os exames pré-natal que sempre são solicitados no inicio da gestação são:
Hemograma completo: Esse exame deve ser realizado em todas as gestantes, de preferência mensalmente ou a quantidade de vezes que seu obstetra achar pertinente. Serve para detectar anemia e infecções que a mamãe possa ter e tratar o mais rápido possível.
HIV: Esse é um dos exames pré-natal que sempre ocorre logo no início da gestação, e para ser realizado deve ter a autorização da gestante. Serve para detectar a presença do vírus do HIV, causador da AIDS. Lembrando que mamães que possuem o vírus HIV devem ter um acompanhamento especializado e um cuidado maior para não ocorrer a transmissão ao bebê.
Sorologia para Rubéola: Exame pré-natal de muita importância serve para detectar a imunidade contra o vírus da rubéola. A rubéola quando desenvolvida durante a gestação pode trazer sérios riscos ao desenvolvimento do bebê.
Reação para Toxoplasmose: Outro exame de extrema importância é o de reação a toxoplasmose, pois caso diagnosticado durante a gravidez pode trazer sérios danos ao bebê, atingindo nervos e visão. Muitas mulheres descobrem que já obtiveram a doença em alguma fase da vida, após esse exame, descobrindo ser imune.
VDRL (veneral disease research laboratory): Exame pré-natal que detecta a presença de doenças venéreas, como a sífilis. Quanto antes detectado a presença dessas bactérias, melhor será a resposta do tratamento, pois essas bactérias podem ocasionar o aborto espontâneo, más formação do feto e parto prematuro.
Sorologia hepatite B e C: Exame que detecta a presença dos vírus da hepatite tanto tipo B como a C. Caso diagnosticado a presença no sangue, a gestante deverá procurar um hepatologista que receitará o tratamento adequado para que não infecte o bebê durante o parto.
Glicemia: Este exame pré-natal é realizado tanto no inicio da gestação, como em torno da 26º semana, serve para detectar intolerância a glicose e a diabete gestacional. Quando diagnosticado precocemente a glicemia alta, pode se evitar sérios riscos a saúde da mamãe e do bebê.
Urina: Exame que detecta a presença de infecção urinaria e pode auxiliar no controle de gestantes hipertensas, detectando a presença de proteínas. Exame muito importante para acompanhar gravidas diabéticas e conseguir evitar uma possível pré-eclâmpsia
Fezes: Exame que detecta a presença de parasitas no intestino da gestante deve ser realizado três dias para o diagnóstico correto.exame pre natal 1
Ultrassom: Esse exame tão esperado pelas mamães deve ser feito pelo menos três vezes durante toda a gestação. Um no primeiro trimestre para confirmar o tempo gestacional com mais precisão, no segundo trimestre quando o bebê já esta todo formado inclusive seus órgãos genitais e no terceiro para acompanhar o crescimento do bebê, controle de liquido amniótico e grau da placenta.
Obviamente esses são exames pré-natal solicitados e realizados para todas as gestantes. Caso seja uma gravidez de risco ou que apresente algum problema detectado nos exames, o medico poderá pedir exames adicionais ou repetir quantas vezes achar importante.

Pré-Natal Passo a Passo

As consultas de pré-natal devem ocorrer mensalmente ate o 7º mês de gestação, após isso se tornando quinzenais até a 36º semana e semanais até o dia do nascimento do bebê. Desde a primeira consulta será entregue uma carteirinha onde serão anotadas todas as informações da gestante durante os 9 meses, sendo realizada e registrada em todas as consultas medição de pressão arterial, peso da gestante,  altura uterina e também será escutado o coração do bebê.
Todos os exames solicitados pelo medico durante as consultas devem ser realizados de forma responsável e entregue na próxima consulta para avaliação e se necessário iniciar o tratamento indicado. O médico prescreverá poli vitamínicos que auxiliarão no desenvolvimento do bebê e também na falta de ferro da gestante, caso não esteja conseguindo se alimentar como deveria principalmente no inicio da gestação. Alguns postos de saúde oferecem cursos preparativos para as futuras mamães, ensinando sobre cuidados com o bebê, explicando sobre o parto e também falando sobre a importância da amamentação. Esses cursos ajudam muito a preparação e a conscientização das mamães, principalmente as de primeira viagem.
Os exames pré-natais e as consultas durante a gestação são de extrema importância para o acompanhamento e avaliação da saúde da mamãe e do bebê. Com o acompanhamento correto muitas intercorrências podem ser evitadas durante a gestação, como durante e após o nascimento do bebê, além de preservar a saúde de ambos, por isso toda mulher ao suspeitar de gravidez deve procurar imediatamente um ginecologista.

Parto Normal ou Cesária – É Mesmo uma Escolha?

Antes de sermos mães temos que enfrentar o que para muitas parece um bicho de sete cabeças que se resume à pergunta: parto normal ou cesária? Influenciadas por nossas próprias mães, amigas, médicos e informações das mídias, cada uma de nós define sua preferência de parto. Mas será que somos bem informadas e, mais importante,nossa vontade é respeitada?
Para encontrar a resposta realizamos uma enquete com 1011 frequentadores do Trocando Fraldas que revelou que 73% das brasileiras preferem o parto normal enquanto 27% optam pela cesária. Comparando este resultado com as estatísticas de parto do Ministérios da Saúde fica nítido que tem algo muito errado aqui. Quase 57% dos 2,9 milhões brasileirinhos e brasileirinhas nascidos em 2013 avistaram a luz pela primeira vez por meio do parto cesáreo. Esta porcentagem vem aumentando constantemente há décadas e faz o Brasil campeão mundial nesta categoria.
parto normal ou cesariana no brasil
73% das brasileiras preferem parto normal, 27% a cesariana
Segundo informações da Organização Mundial da Saúde, a cesariana é vantajosa e portanto necessária para a saúde da mãe e do bebê em apenas 15% dos partos. Contabilizando as mulheres que preferem o parto normal, mas que precisam fazer a forma contrária por necessidade, e supondo que toda mulher que prefere o parto cesariano consegue fazer, a taxa de cesárias não deveria ultrapassar 38% em hipótese alguma. Isto significa que quase uma em cada cinco mulheres brasileiras tem sua vontade desrespeitada, ou seja 19%. Até no SUS onde a taxa já passou dos 40% ocorre um excesso. Para somar a média nacional só resta concluir que o excesso na rede particular está muito maior, aproximando-se das 90%.


Como podem imaginar, o médico tem um papel crucial na decisão se vai ser um parto normal ou cesariana. Além da conveniência, o parto cesáreo tem uma outra vantagem, tanto para o médico quanto a paciente – ele é planejável. Do lado das gestantes, isto se manifesta como segundo motivo mais citado para este tipo do parto. Para as clínicas, a explicação pode ser econômica, principalmente considerando o fato da taxa altíssima na rede privada. É possível ganhar o valor X em Y tempo – uma maravilha de um ponto de vista do lucro. Dar assistência a uma parturiente normal por diversas horas é simplesmente menos atrativo e também mais prático no ponto de vista do profissional. Os motivos dos médicos a favor do parto cesáreo também são refletidos nas recomendações que eles dão às suas pacientes – razão citada também pelas participantes da nossa enquete.
motivos para parto cesareo
O medo da dor no parto normal é o motivo mais comun para a cesariana
Pesando mais na argumentação contra o parto normal é a dor. E quem não se assusta com o pensamento de que um bebê inteirinho tem que passar pela estreita vagina? Só pelo teste do olhar e as cenas na televisão parece que já dá para sentir a dor, sem contar com os comentários de amigas, mães, mulheres que passaram pela experiência sem medicação para dor. Mas já pensou que a simulação mental do tamanho da dor pode ser mais forte do que a dor real? O corpo feminino tem toda a capacidade para parir um filho de forma natural. Isso não quer dizer que o parto normal não dói porque doi sim, mas para saber de verdade é preciso conhecer, cada mulher sente a dor do parto de forma diferente.
O “pior” momento são as contrações fortes, que nem com anestesia peridural podem ser evitadas completamente, e nem tanto o momento em que o bebê está saindo. Também é possível reduzir as dores na hora do parto com a preparação psicológica e física. E afinal o que muitas mulheres não lembram quando pensam na dor do parto normal, que a cesariana apesar da anestesia também traz dor – no pós-parto. O tempo de recuperação do parto cesáreo é tipicamente de algumas semanas, enquanto algumas parturientes vaginais podem andar e cuidar do seu bebê ainda no mesmo dia.

Mitos Sobre Parto Normal Depois de Cesárea

A pergunta “normal ou cesáreo?” não existe apenas para o primeiro parto, mas pode e deve é ser presente em todos os partos. Enquanto é bem difundido que uma mulher que teve parto normal pode ter uma cesariana ou inverso constitui um grande mito na vida de muitas mulheres. Elas acreditam que não pode ter parto normal depois da cesárea. Mulheres que tiveram o primeiro parto cesariano podem ter, sim, parto normal em uma nova gestação. Normalmente, a desculpa mais usada para mamães de segunda viagem envolve a condição de anteriormente ter acontecido à cirurgia. Mas não, o parto normal é perfeitamente possível após o parto cesariano.
O parto normal também é possível em uma terceira gravidez com duas cesarianas. Porém, esse envolve um cuidado maior do médico obstetra que cuida da gestante. Teoricamente, qualquer sinal de trabalho de parto traria um risco maior das cicatrizes das cesarianas anteriores se romperem porque o corte já esticado pela gravidez atual se tornaria frágil. Mas ainda, sim, é possível o parto vaginal. Apenas não se aconselha fazer o parto normal em casa e antes do termo após duas cesarianas porque serão necessários aparatos para qualquer eventualidade. A mulher também deve estar de boa saúde e ter uma pressão controlada para o trabalho de parto acontecer normalmente.
Para ter um parâmetro de segurança, o parto cesariano pode acontecer no máximo por três vezes. A partir do quarto , os riscos relacionadas à pressão exercidas em cima da cicatriz aumentam significamente colocando a gestação em geral em perigo. Por outro lado, o parto normal pode ser feito por diversas vezes sem limitações. Mira-se o exemplo de mulheres de tempos passados que tinham 10, 12 ou às vezes até mais filhos quando a fertilidade permitiu.

Preferências e Diferenças no Parto Normal

Enquanto a parturiente de cesariana se entrega completamente nas mãos do médico obstetra, isso não é necessariamente o caso do parto normal. Dois terços das participantes da nossa enquete expressaram o desejo de terem um parto diferente do convencional realizados nas maternidades do país, a saber, humanizado ou natural. Entenda-se para fim da análise as seguintes definições de parto normal:
  • Convencional – realizado com intervenção médica já programada antes do parto
  • Humanizado – realizado com intervenção apenas com expressa vontade da parturiente
  • Natural – realizado sem intervenção alguma
parto normal preferido
Atualmente, não existem estatísticas conclusivas sobre os partos humanizados e naturais realizados no Brasil. Mesmo supondo que algumas mulheres não estavam 100% cientes desta definições na hora de responder e haja mudanças de opinião até o momento do parto, não é preciso conhecer todas as maternidades brasileiras que a realidade está do longe da mulher brasileira. Certamente, menos de 31% dos partos normais feitos são humanizado até mesmo por uma falta de preparação das instituições respectivas para isso.
Graças à mobilização das mulheres brasileiras de cobrar o direito de terem sua vontade respeitada, à maior difusão da temática nas mídias (como no Youtube por exemplo) e à consequente aumento de atenção, há sinais de que está situação pode mudar. Cada vez mais maternidades estão dispostas a seguir os exemplos de instituições de referência para apoiar as mulheres e possibilitar suas livres decisões.

Como Ter Direito ao Parto que Eu Quero

Considero final feliz, um parto que corra tudo bem, que termine mãe e bebê com plena saúde e que tenha a vontade da mulher respeitada. Vimos por esta pesquisa que principalmente o último aspecto está ainda longe da realidade. Muitas mulheres queriam, sim, ter seu melhor momento da vida por vias naturais, assim como sua mãe, sua avó e sua bisavó. Para isso é importante que os profissionais tenham a consciência do que é melhor para a paciente e o seu bebê e sejam abertos a ouvir você. Converse com o médico obstetra que provavelmente acompanhará o parto com antecedência sobre as formas possíveis de parto, seus medos e seus desejos. Caso esteja na situação feliz de poder escolher (e sei que muitas mulheres não podem por falta de opção), procure uma alternativa quando não sente o encaixe perfeito.
O parto cesariano certamente salva vidas, mas há muitos e muitos casos em que é totalmente desnecessário, principalmente em situações forçadas com desculpas irrelevantes e totalmente oportunistas. Não é por acaso que o Brasil lidera o mundo em cesarianas. A esperança é que a iniciativa tomada pelo Governo Federal, que obriga os médicos sob pena de multa de R$25 mil por ocorrência a justificarem sua escolha do parto cesáreo, fortaleça a posição de nós pacientes. Como tem toda a confiança da mulher, o médico por sua vez poderia sugerir o parto normal, por que não? Não há dúvida de que ele seja melhor para mãe e bebê, pois no nascimento via vaginal, as secreções são expelidas na passagem pelo canal cervical, além de claro, favorecer o pós-parto para da mamãe.
Para ter o parto normal que se deseja as condições também devem ser favoráveis. Para ter um parto humanizado, muitas vezes é vantajoso possuir um plano de parto. Além disso precisa de um médico que o acolha 100% porque sem isso o parto nunca será como a mulher imagina. Como a tranquilidade é fundamental neste momento, a confiança no profissional que nos acompanha é o mais importante. Isso também vale para o parto domiciliar.
Mas não são somente os fatores externos que decidem se o parto vai ser o tão sonhado. Precisamos estar preparadas psicologica e fisicamente. Para um parto normal, a mulher pode se alimentar de forma correta e fazer exercícios diariamente para facilitar a dilatação, não ganhar muito peso durante a gravidez e evitar problemas severos de saúde. Com a devida liberação do médico, a mulher que pretende ter parto normal pode fazer natação, yoga e pilates. Se for atleta antes da gravidez, o ritmo deve ser reduzido.

LUZES DURANTE A GRÁVIDEZ! PODE OU NÃO?

Você sabe se pode tingir o cabelo ou fazer mechas durante a gravidez? Veja quais os cuidados que a gestante precisa ter.

Aline Gotschalg apareceu de visual diferente neste final de dezembro de 2015. A ex-BBB, que estava gravida do primeiro filho como também ex-BBB Fernando, já era loira, mostrou fios totalmente platinados e uma velha preocupação veio à tona. Pode pintar o cabelo e fazer luzes durante a gestação?
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Aline Gotschalg exibe o novo visual (esquerda) e mostra a barriguinha de Lucca, ainda antes da transformação (direita)












Algumas fontes dizem
''Apesar de muitas mamães evitarem o processo durante os 9 meses de gestação, elas podem sim pintar os cabelos, mas só a partir da 12ª semana. As tinturas para cabelo e os tonalizantes são compostos por substâncias que podem ser absorvidas pelo organismo e provocar malformações no feto.''
“A partir da 12ª semana de gravidez as chances de malformação diminuem”, explica Roberto Eduardo Bittar, professor do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia da Faculdade de Medicina da USP.
Outras fontes dizem que não se pode fazer, outras gestantes relatam que foi liberada as luzes por volta das 23º semanas.

ENFIM!!!!!
Cada caso é um caso, e vocês devem seguir as orientações médicas sempre!!!!!!!!!
Está com vontade de fazer luzes, ou apenas retocar? Aguarde a próxima consulta de Pré-Natal, e perguntem ao médicos ginecologistas de vocês!

Grávida Pode Fazer Progressiva? – Tirando Dúvidas

Grávida Pode Fazer Progressiva? – Tirando Dúvidas

Uma das grandes preocupações das mulheres em geral quando engravidam é referente aos cuidados da beleza, principalmente dos cabelos. As tinturas, alisamentos e químicas são utilizadas com grande frequência no mundo feminino e quando estão grávidas podem continuar utilizando normalmente? Grávida pode fazer progressiva?cabelo de gravida
A progressiva assim como a maioria das químicas utilizadas pelos cabeleireiros para alisar as madeixas contem formol. Essa substância além de ser considerada cancerígena pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA) e pela Organização Mundial de Saúde (OMS) é considerada prejudicial à formação do feto quando em contato com o couro cabeludo e consequentemente na corrente sanguínea da mãe, principalmente no primeiro trimestre da gravidez que é a fase crucial de desenvolvimento. A quantidade aconselhada pelos órgãos responsáveis é de menos 0,2% de concentração de formol no produto, sendo essa quantidade impossível de realizar alisamentos. Por isso todo cuidado é pouco e acabar utilizando produtos com promessas de que não contem a substancia prejudicial.
Existem propagandas de métodos mais recentes e promessas milagrosas sem ser prejudiciais como são o caso da escova de chocolate, frutas e açúcar que são indicadas para gestantes, mulheres em fase de amamentação e ate mesmo para crianças. Mas cada produto deve ser rigorosamente analisado e é aconselhado que o rótulo do produto seja levado ao medico para averiguação e liberação. Outro caso bem comum de acontecer, é durante a aplicação o cabeleireiro incluir o formol junto ao produto para alisar, trazendo um resultado melhor para seu trabalho, mas podendo causar sérios danos à saúde do bebê. Por isso é recomendado que esse tipo de procedimento, principalmente nesse período seja realizado somente com especialistas e salões recomendados e de sua inteira confiança.

Quais Produtos Posso Utilizar na Gravidez?

Não é porque esta grávida que tem que deixar de se cuidar, pelo contrário a autoestima da mulher tem que estar ainda mais em dia nessa fase. Shampoos, perfumes, esmaltes e hidratantes não possuem nenhuma restrição durante a gravidez, mas devem ser utilizados de forma racional. Evite produtos desconhecidos e que podem causar reações alérgicas, o que é bem comum nessa fase onde a mulher pode adquirir intolerâncias a algumas fragrâncias, corantes e ate mesmo a algumas substâncias.
As únicas restrições de produtos são naqueles que contenham formol como é o caso da progressiva e de alguns alisamentos e naqueles que tem em sua composição amônia como é o caso da grande maioria das tinturas capilares. A indicação é que na fase da gravidez e amamentação sejam utilizados os tonalizantes, que mesmo que tenha menor durabilidade nos cabelos é seguro por não conter além da amônia o chumbo que também é prejudicial à vida da mãe e bebê.
No período da gravidez devido ao aumento dos hormônios, é natural a mulher notar certa diferença em seus cabelos, mesmo apresentando queda os cabelos costumam ficar mais vistosos, brilhosos e com uma textura jamais tida antes. Mas se mesmo assim sentir necessidade de mais cuidados utilize dos óleos de brilhos, cremes para hidratação e shampoos de diversos componentes que não trarão nenhum problema a saúde.
Esmaltes e maquiagens são liberados para as futuras mamães também, portanto fique ainda mais linda durante a gravidez uma outra ótima opção são as limpezas de pele. E se o problema todo ainda estiver em alisar as madeixas,utilize a tão usada chapinha junto da boa e velha escova convencional, elas podes te auxiliar nesse período alias passa tão depressa não é? Nos mulheres conseguimos aguentar alguns meses em nome da saúde de nossos pimpolhos.
Todo esforço durante a gravidez compensa ao gerar e dar a luz ao bebê cheio de saúde e após a fase de amamentação terá uma vida toda para utilizar todos os produtos que quisermos e ficar cada vez mais lindas. Em caso de dúvidas sobre qualquer produto, procure seu ginecologista e tire suas dúvidas.

Corrimento na Gravidez – É Normal?


gravidaMuitas mulheres se alarmam com qualquer corrimento na gravidez, mas você sabe que nem toda secreção que aparece na gravidez é ruim? Claro que corrimento sempre é ligado a doenças ou infecçõesnaquele momento, mas se for apenas uma secreção, nem sempre é motivo para preocupação.
O corrimento na gravidez que é de fato preocupante, é aquele que apresenta uma coloração especifica e também um odor característico que pode variar de mulher para mulher, mas ainda sim ser parecido. Normalmente o corrimento é um sinal de que o corpo está passando por alguma infecção na região intima. Os sintomas que a gestante pode apresentar durante uma infecção são:
  • Corrimento de cor diferenciada, marrom, amarelo, esverdeado e até acinzentado
  • Coceira e ardência durante o dia
  • Cheiro característico de água sanitária ou mais forte
  • Pele grossa ou com bolinhas na região intima
O corrimento preocupante tem cheiro forte e algumas vezes podem vir acompanhadas de um inchaço na região vaginal e também dores no baixo ventre assim como coceiras internas e externas. A infecção também pode causar um ardor ao urinar ou se lavar, o xixi ou água entra em contato com a pele machucada e provocar dores e ardências. Esses são os sintomas de uma possível infecção por fungos ou bactérias, vaginites, infecções no colo do útero e até mesmo DSTs. Qualquer mudança deve ser relatada a um médico o quanto antes para inicio do tratamento. Por isso a gestante deve ficar atenta a qualquer diferença e um ótimo parâmetro para essas mudanças é ficar sempre de olho na calcinha, ela pode mostrar qualquer alteração que acontecer na vagina, a mulher deve conhecer o seu cheiro habitual.

Qual Corrimento na Gravidez que não Apresenta Perigo?

Muitas mulheres nem se dão conta do corrimento de infecção e algumas vezes só o percebem após um tempo e aí pode ter agravado o quadro. Normalmente o corrimento que vemos na gravidez é o saudável. Aquele branco pastoso que mais parece uma pomadinha é um sinal de que tudo está bem, porém esse muco não deve apresentar cheiro e deve ser em quantidade moderada sem maiores sintomas. O muco de progesterona pode aparecer muitas vezes e em algumas mulheres manchar a calcinha e até deixar uma rodinha dura como marca dessa secreção.
O problema é quando esse muco passa a se tornar abundante e espesso demais, assim mostrando que nem tudo vai tão bem. Por isso a mulher deve fazer um acompanhamento pré natal religiosamente pois se houver alguma alteração então, o médico pode indicar um tratamento adequado. O diagnostico dos problemas com os corrimentos na gravidez são simples, basta uma citologia oncótica, o famoso papa Nicolau. Esse exame consiste em tirar um pedacinho da cérvix da mulher e do muco que ali existe a fim de examinar a flora vaginal para verificar se há alguma bactéria, proliferação na lamina e via microscópio. Se houver então, o médico irá orientar o melhor tratamento.
Esse tratamento pode ser a base de pomadas ginecológicas antifúngicas e em algumas vezes a base de ducha vaginal. Algumas vezes o medico também pode receitar antibióticos ou algum tipo de procedimento como cauterização do colo do útero e seu beneficio x riscos mesmo na gravidez. Para evitar esses corrimentos na gravidez ou fora dela, a mulher deve tomar alguns cuidados:
  • Usar roupas mais leves no verão
  • Evitar calças jeans muito justas e o tempo todo
  • Calcinhas de algodão
  • Dormir 1 ou 2 noites na semana sem calcinha
  • Secar bem a região vaginal
O crescimento dos fungos é resultado de um vestuário apertado e quente, se a mulher jeans ou tecidos grossos todos os dias, deve procurar uma alternativa principalmente na gravidez. As calcinhas de algodão são uma boa pedida em qualquer fase e mais ainda na gravidez. Mulheres que usam saias são as mais beneficiadas nesse caso, a ventilação ajuda e muito na prevenção dos corrimentos na gravidez. O muco esverdeado, amarelado ou branco no final da gravidez se não apresentar mau cheiro, pode ser um sinal que o tampão está prestes a sair ou já esteja em andamento! Devemos lembrar que toda gestante deve fazer um bom acompanhamento médico e qualquer corrimento na gravidez que seja diferente, reportar ao seu medico ginecologista.